segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Estudantes criam tecnologia que transforma o grito das torcidas em energia sustentável!


Por www.ciclovivo.com.br 

Um projeto de estudantes mineiros busca transformar o barulho das torcidas dos estádios em energia sustentável. A ideia é de que o protótipo gere energia para abastecer o local dos próprios jogos.
O som das arquibancadas é captado por receptores revestidos por uma manta que vibra ao entrar em contato com as ondas sonoras, o que gera a eletricidade. Com os receptores a energia pode alimentar diversos setores nos estádios.

De acordo com o projeto, é necessário que os ruídos sejam de 90 a cem decibéis para que a tecnologia funcione. Essa média foi alcançada com 15 mil torcedores no estádio Independência, sendo que a capacidade do local é de 23 mil pessoas, ou seja, o barulho e, consequentemente, a geração de energia será ainda maior nos dias em que as arquibancadas estiverem lotadas.

Uma das estratégias para estimular a geração de energia sustentável nos estádios é fazer uma espécie de competição para mostrar qual a torcida mais animada. Seriam utilizados painéis durante as partidas mostrando a atuação de cada uma.

No momento, os estudantes buscam verba para financiar a construção do protótipo. Para eles, o projeto já poderia ser colocado em prática nos estádios que vão receber os jogos da Copa do Mundo de 2014. Com informações do Sportv.

domingo, 18 de novembro de 2012

Cai número de empresas que adotam projetos de crédito de carbono

Por www.estadao.com.br

Um estudo com 52 das maiores empresas do País mostra que em um ano caiu de 33% para 27% o envolvimento delas com projetos de créditos de carbono. Há quatro anos, o mesmo relatório, elaborado pelo Carbon Disclosure Project (CDP) apontava que 45% destas empresas apostavam neste tipo de expediente para compensar a emissão de gases do efeito estufa.

O diretor do CDP na América Latina, Fernando Eliezer Figueiredo, atribui a queda à ausência de regulamentação. "A insegurança deixada pela falta de adesão ao Protocolo de Kyoto desacelerou o surgimento de novos projetos. Sem uma definição clara, as empresas tiraram o pé", afirma Figueiredo.

Segundo ele, apenas os projetos que já existiam estão sendo desenvolvidos. No País, algumas destas iniciativas são questionadas: atualmente, o Ministério Público Federal investiga um contrato de US$ 90 milhões firmado entre a empresa irlandesa Celestial Green Ventures e a comunidade indígena mundurucu que permite a exploração por 30 anos de uma área de 200 mil quilômetros quadrados na Floresta Amazônica, próxima a Jacareacanga (PA). O acordo foi revelado em março, pelo Estado.

Despreparo

O relatório do CDP é baseado em questionários enviados às 80 maiores empresas do País - apenas 52 responderam às informações sobre a emissão de gases.
O estudo apontou que 92% delas consideram as mudanças climáticas relevantes, mas que apenas 34% têm metas de redução de carbono efetivamente implementadas - 51% iniciaram ou estão em fase de investigação de projetos na área.

"Há uma distância entre a teoria e a prática, mas isto é um processo. Até alguns anos atrás, a maioria das empresas não fazia nem sequer inventário de emissões", afirma Figueiredo. "Na leitura das respostas, vemos que os projetos estão dentro da estratégia, mas as empresas não deixam claro como estão inseridos, então fica difícil de fazer uma análise mais profunda."

O diretor do CDP, projeto que visa a uma maior transparência nas políticas de redução de emissões das empresas na relação com os investidores, diz não acreditar que as empresas estejam fazendo o chamado marketing verde - anúncio de ações pouco efetivas de sustentabilidade para ganhar uma imagem positiva. "Essa visibilidade ocorre naturalmente, não dá para fazer porque os dados estão visíveis e as empresas ficam vulneráveis", afirma ele.

A eficiência energética é responsável por 54% das medidas utilizadas para a redução de emissões - a compra de energia "limpa", por outro lado, foi apontada por apenas 1% das companhias. "A eficiência energética é mais tangível, diminuiu custos e traz redução, mas é apenas a lição de casa. O setor industrial tem de investir mais em inovação para fazer a diferença realmente", afirma Figueiredo. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Saiba quanto ganham os principais políticos do Brasil


A Presidente da Republica Dilma Rousseff tem uma remuneração bruta de R$26,7 mil, deduzindo os impostos seu salário liquido fica em R$19,8 mil.

Assim como o salário da Presidente, o ministro Guido Mantega também tem um rendimento liquido de R$19,8 mil, porém o mesmo tem ainda um extra por participar do Conselho de Administração da Petrobrás e da Petrobrás Distribuidora o que lhe rende mais R$16,4 mil chegando a R$36,2 mil de salário.

Já o Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckimin tem um salário de R$18.725,00, com os descontos seu salário liquido fica em pouco mais de R$14 mil.

Por incrível que pareça Gilberto Kassab prefeito de São Paulo tem o salário maior que a do Governador Geraldo Alckimin, segundo o Portal da Transparência da Prefeitura da Capital Paulista seu salário bruto é de R$24,1 mil.

O Ilustríssimo Ex-Presidente da República e atualmente Senador, Fernando Collor de Mello, (não se assuste é ele mesmo... Aquele que sofreu um impeachment na década de 90), assim como os outros Parlamentares Brasileiro tem um salário bruto de R$26,7 mil que é o teto para Deputados Estaduais, Federais, Senadores, Ministros e Presidente da República.

O Deputado Federal Tiririca, sim, o palhaço comediante também tem seu salário de R$26,7 mil, porém assim como os demais, tem direito a uma cota parlamentar, que é usada para pagar passagens aéreas, conta de telefone, serviços postais, manutenção de escritórios, comida, hospedagem, locação de avião, barcos e veículos, compra de combustível, entre outros. A cota varia de acordo com o Estado e esse adicional vai de R$23 mil a R$34,2 mil.

O ministro e presidente do STF Ayres Britto recebe R$26,7 mil de salário mais um abono de quase R$3.000, totalizando R$29,6 mil. Com os descontos de IR, previdência e outros diversos, seu salário liquido em Agosto ficou em R$17,2 mil. Já o ministro Joaquim Barbosa que tende assumir a presidência do STF em novembro quando o então presidente Ayres Britto se aposentará possui um salário bruto também de R$29,6 mil considerando o abono, liquido seu salário cai para R$16 mil. Excepcionalmente, os ministros do STF são indicações políticas do Presidente da República, e não de carreira ou concurso, conforme está descrito no artigo 101 da Constituição Federal.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Desempenho ambiental e sustentabilidade empresarial

Por Claudio Spadotto - Revista Visão Ambiental - Ano 3 edição Março/Abril



Estudos realizados pela empresa de consultoria Roland Berger, intitulado Green Technologies, indica que as empresas investiriam mais de 2,5% de seu orçamento em sustentabilidade se tivessem acesso a informações e tecnologias adequadas.
     Chegamos a essa situação de busca da sustentabilidade empresarial depois que as empresas, que na sua grande maioria adotavam inicialmente uma postura resistente às mudanças, passaram na década de 1980 a considerar em diferentes níveis e formas os aspectos sociais e ambientais dos negócios. Portanto, isso não aconteceu de maneira homogênea entre setores da economia e nas diferentes partes do mundo.
     Na verdade, essa mudança está em curso, sendo que algumas empresas ainda estão na fase de adaptação resistente, não fazendo além da obrigação e não enxergando a vantagem competitiva que a adoção de práticas de responsabilidade social e ambiental pode propiciar. Por outro lado, algumas organizações já consideram o conceito de sustentabilidade indispensável para a viabilidade e o sucesso comercial de longo prazo, conciliando estratégias que garantem o desempenho ideal relacionado aos negócios, à sociedade e ao meio ambiente.
     Pesquisa realizada pelo Grupo Aberdeen em 2009 e apresentada no documento The Roi of Sustainability: Making the Business Case trata da sustentabilidade na estratégia corporativa e destaca as melhores empresas, utilizando critérios básicos de desempenho. A pesquisa mostrou que, por um lado, a sustentabilidade determina a estratégia total de menos de 20% das organizações; por outro, em 41% das melhores empresas de cada setor as sustentabilidade direciona a maior parte da estratégia corporativa.
     Empresas com desempenhos ambientais superior aparecem como “melhores do setor”, mostrando redução das emissões de carbono, de custos energéticos, de custos com papel, por exemplo. As que mais se destacaram, no respectivo setor, conseguiram alcançar uma redução de 6% a 10% em vários custos, ao mesmo tempo em que avançaram na retenção de seus clientes. Os resultados da pesquisa mostram que as empresas com os melhores desempenhos apresentam características em comum.

- Têm uma probabilidade 52% maior de incorporar métricas de sustentabilidade no gerenciamento de desempenho da cadeia de valor;

- 74% têm uma política de sustentabilidade que abrange toda a organização, comparadas a 58% de todas as outras.

     Na busca pelo desenvolvimento econômico e social, as questões ambientais estão no cerne do conceito de sustentabilidade e as empresas, em todo o mundo, vêm passando por mudanças causadas pela necessidade de globalização, inovação tecnológica e ampliação da responsabilidade das organizações. Em uma empresa sustentável, a cultura organizacional está focada na geração de riqueza desde que seja social e ambientalmente responsável.
     Além da pressão exercida pela sociedade e por ações governamentais, verifica-se uma alta coincidência entre problemas ambientais e problemas financeiros, que se reúnem como deficiências na gestão da empresa. Hoje, uma boa gestão dos negócios tem forte relação com o adequado tratamento às questões ambientais, que é componente do diferencial competitivo da empresa, seja na conquista de novos mercados, seja na manutenção daqueles já conquistados, evitando barreiras não tarifárias.
     Esse aspecto é de grande importância para o agronegócio brasileiro, por isso é premente sabermos como o desempenho ambiental tem sido tratado e como tem repercutido na sustentabilidade das empresas do setor.

terça-feira, 5 de junho de 2012

05 de Junho dia Mundial do Meio Ambiente e Ecologia


Em meio a tantas ameaças aos ecossistemas, como poluição, desmatamento, perda da biodiversidade, problemas urbanos e sociais hoje esta data não cabe comemoração, mas sim reflexão.
A data comemorativa foi proposta pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em homenagem ao primeiro grande encontro internacional dedicado à temática ambiental, a Conferência de Estocolmo, de 1972.

Água: Se não racionalizar vai faltar

Dos exíguos 2,5% de água doce existentes no mundo, apenas 0,4% estão disponíveis em rios, lagos e aqüíferos subterrâneos, a terra possui cerca de 1,39 bilhões de km 3 de água, distribuídos em mares, lagos , rios aqüíferos, gelo, neve e vapor. A situação tende a piorar, com o desmatamento, a poluição ambiental e as alterações climáticas dela decorrente. Estima-se que será reduzido em um terço o total de água doce disponível no mundo. Enquanto isso, ações que poderiam reduzir o desperdício desse líquido cada vez mais raro e, portanto, precioso, demoram a ser tomadas pelas diferentes esferas governamentais.

Ações globais e estruturais, como a irrigação por gotejamento, em vez da usual por aspersão, e o incentivo à implantação de programas de uso racional da água economizariam milhões de metros cúbicos, evitando assim a necessidade de novos reservatórios de água, caros e que prejudicam o meio ambiente, ao derrubar matas ciliares com o alagamento.

Futuro

A Constituição Federal, ao consagrar o Meio Ambiente ecologicamente equilibrado como um direito do cidadão, estabelecer vínculo entre qualidade ambiental e cidadania. Para garantir a efetividade desse direito, a Carta Magna determina como uma das obrigações do Poder Pública a promoção da Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública.

Se hoje não tivermos uma postura e uma consciência ambiental, reparando os danos causados ao meio ambiente e evitando novos desastres ecológicos, a continuidade e a qualidade de vida estarão comprometidas. Este sim seria o maior erro que a humanidade poderia cometer contra ela própria.

Podemos, cada um de nós, fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que á nossa inteligência, para aprender a consumir menos o que mais precisamos economizar: os recursos naturais. E é sempre bom lembrar que o Brasil, identificado como um dos nove países-chaves para sustentabilidade do planeta, já é considerado uma superpotência ambiental!