sábado, 28 de janeiro de 2012

Vazamento de óleo no RS

28-01-2012 por G1.globo.com

O vazamento de petróleo no mar de Tramandai, no litoral norte do Rio Grande do Sul, pode já estar causando impactos na fauna local. Nesta sexta-feira (27), um dia depois do acidente, a Patrulha Ambiental da Brigada Militar afirmou que encontrou peixes, aves, siris e até uma tartaruga mortos na beira da praia.

Segundo as autoridades, alguns dos animais apresentavam manchas de óleo. Os animais foram encaminhados para o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Imbé, onde laudos vão confirmar se as mortes têm ou não relação com o acidente ambiental.

O vazamento ocorreu na quinta-feira (25), durante uma operação de descarregamento de petróleo do navio para uma monoboia da Transpetro, localizada a cerca de seis quilômetros da costa. Segundo a companhia, o volume de estimado de óleo derramado é de 1,2 mil metros cúbicos, que correspondem a cerca de 1,2 milhão de litros. 

De acordo com técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a maioria do petróleo derramado foi levado para a beira da praia, em uma faixa de cerca de 3,5 quilômetros de extensão, que vai da plataforma de Tramandaí até a barra de Imbé, na divisa com o município vizinho. Manchas de óleo também foram vistas por salva-vidas em outras praias do litoral norte gaúcho, como Capão da Canoa e Atlântida. 

Após a remoção dos resíduos de óleo na areia, a Fepam instalou placas na área atingida alertando os banhistas para as condições impróprias para banho. Neste sábado (28), o órgão deve divulgar um relatório de balneabilidade das praias. O vazamento está sendo investigado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pela Polícia Civil. O Ministério Público afirmou que entrará com ação judicial cobrando indenização por danos morais para comerciantes e veranistas que se sentirem prejudicados pelo vazamento.
  

sábado, 21 de janeiro de 2012

O Vilão não é a sacola plástica e sim a deseducação e esperteza

Jornal Iteia por Roberto Pires - 21-01-2012 www.iteia.org.br

Uma atitude equivocada, mas que gera enorme economia para os supermercados e onera os consumidores foi preparada ao longo de muitos meses e investimentos até do Governo, com a Bela Campanha ‘O Saco É Um Saco’.
O saco é um saco de verdade quando não utilizado corretamente e melhor descartado corretamente e quando a sua coleta seletiva inexiste.
Isto porque os plásticos são 100% recicláveis, portanto a medida correta não é eliminá-los do cotidiano dos Supermercados, mas sim cotidianamente criar uma logística para o seu recolhimento, tal como já ocorre com as garrafas pet, as latas de alumínio.

Mas qual o que os Supermercadistas, tendenciosamente e interessados em repassar custos e se eximirem da logística reversa das suas embalagens, usaram como pretexto a sustentabilidade para repassar para os consumidores o ônus da embalagem das suas compras.
E assim com grande antecedência orquestraram essa ação de fazer e mostrar os sacos plásticos como vilões para retirá-los do mercado e venderem bolsas para o transporte das mercadorias.

São ações assim que perpetuam o comportamento “Levar Vantagem” como exatamente faz o Itaú que faz campanha de uso consciente do crédito e cobra cretinos e irresponsáveis juros e não satisfeito querendo ainda Levar Mais Vantagem incentiva menor uso de papel, mas não desonera as tarifas cobradas por extratos, envio de correspondências e outras espertezas que o fazem serem o Banco Mais Sustentado e Lucrativo sem risco algum.

E esse descarte incorreto somente ocorre porque o Governo e os empresários são incompetentes em desenvolver ações didáticas continuadas para educar, criar novos hábitos e estabelecer uma logística reversa competente para recolher as sacolas pós uso, que serão obrigações dos Supermercadistas e que desse modo maquiavelicamente se eximem das suas responsabilidades.

Exemplos de coleta seletiva mostram que se didaticamente ensinarmos, e dermos valor à coleta não só fomentaremos renda e trabalho como reduziremos o problema causado ao meio ambiente.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Itália corre risco de desastre ambiental com naufrágio

16.01.2012 - uol noticias


O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, disse nesta segunda-feira que pode declarar situação de emergência à medida que começou um vazamento de material líquido do navio de cruzeiro Costa Concordia, que encalhou e tombou na costa oeste do país com 2,3 mil toneladas de combustível.


Os tanques de combustível do navio estavam cheios quando o navio naufragou na sexta-feira. Ele havia acabado de deixar o porto de Civitavecchia, ao norte de Roma, para um cruzeiro de uma semana pelo Mediterrâneo.


Clini disse que ainda não é possível confirmar se o vazamento é de combustível, mas adiantou que barreiras de proteção já estavam sendo instaladas ao redor da embarcação.


"O monitoramento continua tomando decisões com o objetivo de evitar os riscos ambientais", disse Clini em entrevista coletiva.


As equipes de resgate retiraram seis corpos da embarcação e as autoridades afirmam que permanecem desaparecidos 24 dos 4.200 passageiros e tripulantes.


A área onde o navio naufragou, perto da ilha de Giglio, é um parque marinho conhecido por suas águas cristalinas e pela diversidade da vida marinha e dos corais. Ela também é mundialmente reconhecida como um excelente local para mergulho.


"O risco ambiental na ilha de Giglio é muito, muito alto", acrescentou o ministro. "O objetivo é evitar o vazamento de combustível do navio. Estamos trabalhando para evitar isso. É urgente e o tempo está se esgotando."


A embarcação de 290 metros de comprimento permanece sobre um banco de rochas submarinas com entre 15 e 20 metros de água. As equipes de resgate, porém, temem que ela deslize e caia de forma abrupta em águas muito mais profundas.


O navio deslocou-se no rochedo com a piora das condições meteorológicas nesta segunda-feira. Após uma breve suspensão, porém, os esforços de resgate foram retomados.


"Estamos agora na fase emergencial de tentar evitar a poluição", disse o presidente e CEO da Costa Cruzeiros, proprietária do navio, Pier Luigi Foschique. Ele afirmou que o desastre ocorreu por "erro humano" do capitão.


O navio transporta combustível pesado. Por causa de sua densidade, é mais difícil de ser bombeado, a menos que seja aquecido ou diluído. 


Grupos ambientalistas vêm pedindo há anos que os grandes navios sejam proibidos de se aproximar do arquipélago da Toscana, formado pelas ilhas de Giglio, Montecristo, Pionosa, Elba, Capraia e Gorgona.


"Essas monstruosas cidades flutuantes poluem o cenário com a sua presença e os rios, mares e cidades onde param com os dejetos que produzem", afirmou a presidente nacional do grupo de conservação italiano Italia Nostra, Alessandra Motola Molfino.
"O desastre do Costa Concordia infelizmente prova a insustentabilidade do tipo de turismo que explora e maltrata a beleza e o patrimônio cultural da Itália e não produz nenhum crescimento nem bem-estar", afirmou ela à Reuters.


Alessandra disse que manter os grandes navios distantes de áreas ambientalmente sensíveis seria de "bom senso", já que a beleza natural da Itália é "um recurso fundamental" para a indústria do turismo.


Empresas especializadas estavam no local para tentar retirar o combustível após cercar a embarcação com uma barreira flutuante. A proprietária e a seguradora do navio solicitaram à empresa de serviços marítimos holandesa Smit que bombeie o óleo e execute a limpeza, caso ocorra um vazamento.